sábado, 8 de setembro de 2007
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Você
O processo de democratização no Brasil é recente, com a transição de um governo militar para um governo eleito pelo voto direto em 1990. E o desafio é sair de uma cultura que se formou como mentalidade, de que, é natural haver privilégios de uma minoria sobre uma parcela realmente gigantesca da população, apoiado na crença da hierarquia e elitização, mantenedora das divisões de classes.
Podemos apontar para a desigualdade de todos os estilos, econômica, cultural, social, educacional e politica, em seus diversos graus como principal razão da Pobreza.
Segundo IPEA se no Brasil tivesse uma desigualdade de acordo com a renda per capita, como acontece em outros países, teríamos uma diminuição em 60% da pobreza. Isso não acontece porque o Brasil é incapaz de gerar renda ao grande número dos que estão abaixo da linha da pobreza.
Quando um estado brasileiro levantar a bandeira de economia sustentada assentada sobre uma maior igualdade social, esse estado, com toda certeza estará coerente com o desenvolvimento que o Brasil necessita, todo o caso contrário continuará sendo, mesmo que com bom índice econômico uma via reversa.
O alimento da pobreza está na desigualdade que se mantem pela exclusão aos ativos que constituem riqueza.
Antes de pensarmos em qualquer mudança radical, deveríamos refletir no papel da democratização ao acesso. Quem lançou um olhar mais crítico sobre esse ponto base, percebeu claramente a dificuldade da mudança de cultura, que já encrustada, mantém-se fechada estrategicamente a toda a idéia de inclusão. Nas crenças acimentadas estão a divisão , a des-humanização como forma de controle, a manutenção de privilégios, a fachada democrática e solidária, sendo esses os reais problemas a serem enfrentados. As ações como politicas de governo só terão eficâcia através do suporte social de uma nova cultura emergente.
O processo de atuação como cidadão comprometido com o principal problema a ser enfrentado pelo Brasil, pode ou mesmo deve caminhar linearmente e de forma evolutiva, em um primeiro momento com a analise da desigualdade e da exclusão, a participação de cada cidadão, a cumplicidade pessoal, as crenças, os comportamentos, e a analogia entre as causas e efeitos , fazer um questionamento pessoal introspectivo e passar para um questionamento verbal pessoal-coletivo, no eu reflexo do nós, esse é o primeiro passo para a mudança e multiplicação de uma nova cultura. Porém não podemos nos dar ao luxo de pararmos aqui, se nossa mudança conceitual fruto de uma quebra de paradigmas, de uma mente que sai da alienação para cri-ação de novos conceitos parar, a tendência natural é o retrocesso.
Ver dói, mudar o rumo incomoda, enfrentar e crescer dilacerá a personalidade e a falsa identidade. Mais fácil sem dúvida é manter a comoda situação de mero expectador de uma história que sem sua real participação, seguirá em uma entropia que tenderá sempre a oitavas decadentes. Sem você nada pode mudar! A energia necessária para a mudança é feita da soma de energias individuais. Vivemos o momento das possibilidades, com do individuo consciente como o artífice de um novo modelo de coletividade.
Vilma
Podemos apontar para a desigualdade de todos os estilos, econômica, cultural, social, educacional e politica, em seus diversos graus como principal razão da Pobreza.
Segundo IPEA se no Brasil tivesse uma desigualdade de acordo com a renda per capita, como acontece em outros países, teríamos uma diminuição em 60% da pobreza. Isso não acontece porque o Brasil é incapaz de gerar renda ao grande número dos que estão abaixo da linha da pobreza.
Quando um estado brasileiro levantar a bandeira de economia sustentada assentada sobre uma maior igualdade social, esse estado, com toda certeza estará coerente com o desenvolvimento que o Brasil necessita, todo o caso contrário continuará sendo, mesmo que com bom índice econômico uma via reversa.
O alimento da pobreza está na desigualdade que se mantem pela exclusão aos ativos que constituem riqueza.
Antes de pensarmos em qualquer mudança radical, deveríamos refletir no papel da democratização ao acesso. Quem lançou um olhar mais crítico sobre esse ponto base, percebeu claramente a dificuldade da mudança de cultura, que já encrustada, mantém-se fechada estrategicamente a toda a idéia de inclusão. Nas crenças acimentadas estão a divisão , a des-humanização como forma de controle, a manutenção de privilégios, a fachada democrática e solidária, sendo esses os reais problemas a serem enfrentados. As ações como politicas de governo só terão eficâcia através do suporte social de uma nova cultura emergente.
O processo de atuação como cidadão comprometido com o principal problema a ser enfrentado pelo Brasil, pode ou mesmo deve caminhar linearmente e de forma evolutiva, em um primeiro momento com a analise da desigualdade e da exclusão, a participação de cada cidadão, a cumplicidade pessoal, as crenças, os comportamentos, e a analogia entre as causas e efeitos , fazer um questionamento pessoal introspectivo e passar para um questionamento verbal pessoal-coletivo, no eu reflexo do nós, esse é o primeiro passo para a mudança e multiplicação de uma nova cultura. Porém não podemos nos dar ao luxo de pararmos aqui, se nossa mudança conceitual fruto de uma quebra de paradigmas, de uma mente que sai da alienação para cri-ação de novos conceitos parar, a tendência natural é o retrocesso.
Ver dói, mudar o rumo incomoda, enfrentar e crescer dilacerá a personalidade e a falsa identidade. Mais fácil sem dúvida é manter a comoda situação de mero expectador de uma história que sem sua real participação, seguirá em uma entropia que tenderá sempre a oitavas decadentes. Sem você nada pode mudar! A energia necessária para a mudança é feita da soma de energias individuais. Vivemos o momento das possibilidades, com do individuo consciente como o artífice de um novo modelo de coletividade.
Vilma
Marcadores:
Brasil,
Responsabilidade Individual
sábado, 1 de setembro de 2007
Fotos em Viagem
Fotos tiradas durante a viagem a Pato Branco.
Marcadores:
Foto Filme Em Trânsito,
Paraná
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
terça-feira, 28 de agosto de 2007
domingo, 26 de agosto de 2007
Arte pela arte
Nascido na Polônia, em Sacz(Lvov), em 1893. Obteve educação superior em Tarnow. Veio ao Brasil em 1908. Estabeleceu-se em Curitiba e ingressou na Escola de Pintura de Alfredo Andersen.
- Naqueles tempos coloniais, quantos alunos podia haver na academia de Andersen?
- Havia o Lange, Shereder, Ansueto, Kop, a Amélia de Barros. As aulas realizavam-se três vezes por semana. duas horas por dia. Para me manter, eu trabalhava no "Jornal Polonês" em Curitiba. A minha especialidade era a tradução de artigos alemães do jornal " A Bússola". Eu tocava violino no conjunto Czarniecki na Sociedade Kosciuszko. Apresentava-me na Catedral como baixo solista.
(influência)Meu tio Roman Belgier foi aluno de Jan Matejko em Cracóvia.
Jan Matejko
Quando Vicente Machado era governador da Província do Paraná, apoiava as artes e repetia seu lema batido: "Necessitamos de pessoas de cultura, para civilizar está nação selvagem".
Seu sucessor, Tourinho, tinha uma outra visão das artes e teria dito aos que o cercavam:"Não é tempo de arte, mas de esforço físico"
A esposa do senhor Andersen, dona Maria, aconselhou-me a abandonar a cidade de Curitiba, porque aí não se podia viver da arte.
Recebi um emprego do governo, como agrimensor, nas montanhas de Porto de Cima(construção da estrada da graciosa). O engenheiro Albino Watroba dirigia os trabalhos. Graças à sua intervenção, recebemos um bom pagamento, embora atrasado. Terminadas as medições, casei-me com Anastácia Slominski, já nascida no Paraná, e dirigíamos uma loja em Porto de Cima...aí eu tinha suficientes temas para a pintura...Comprei uma propriedade de cinco alqueires em Santa Candida. Vendi e comprei sete alqueires em Campina Grande. Mais tarde mudei para Três Barras aonde trabalhei na Companhia Lumbery. Em Antonio Olinto, comprei em Avencal 20 alqueires de terra po oito mil contos. Nas terras improdutivas dessa propriedade plantei dois mil pinheiros. Esperei 40 anos até que crescessem. Em 1971 vendi a propriedade juntamente com o reflorestamento por 80 mil cruzeiros. Por 15 comprei uma casinha em São Mateus e o resto entreguei a juros para me manter. Verificou-se que a mesma TOPEL, que comprou de mim por 80 mil, vendeu a uma outra firma por 120 mil.
O artista pintor reside agora solitário na tranquila baixada do Iguaçu, ao lado das águas que correm preguiçosamente. Reside perto do lugar onde desembarcaram os primeiros imigrantes, na assim chamada " Velha São Mateus". O artista mora sozinho, porque já nos primeiros meses da sua vinda para cá faleceu sua esposa. Tem duas filhas e dois filhos, adultos e casados.
O senhor Ludovico Bieniek conta com 90 anos de vida difícil - e fomos encontra-lo pintando um quadro.
O artista possui uma disposição impecavelmente elástica e diz:
- Estive dois dias indisposto fisicamente e perdendo o tempo. Senti saudades do pincel, porque quando pinto sinto a alegria de viver.
Patrimônio cultural do artista: 500 retratos a óleo, 62 paisagens de temática brasileira.
O artista estava justamente lançando na tela o que os homens insensatos acabaram destruindo. Vemos a mata virgem, carretões com toras tirados por bois, as estradas primitivas, a erva-mate, sua colheita, etc.
O senhor Ludovico Roberto Bieniek deve ser a única personalidade no Brasil que sem decretos do governo, mas por iniciativa própria, reflorestou as partes improdutivas da sua terra e esperou 40 anos que os pinheiros crescessem, para que fossem o amparo em sua vida no momento em que a arte da pintura não lhe desse o pão.
A maior inquietação que atormentava o artista é: o que vai acontecer com as telas após a sua morte?....
Por outro lado o senhor Bieniek demonstra profunda tranquilidade em seu olhar e diz com calma:
- Quem tem 90 anos tem que pensar na partida....Mas a quem eu poderia transmitir o patrimônio cultrual?...
Entrevista concedida à Romão Wachowicz
- Naqueles tempos coloniais, quantos alunos podia haver na academia de Andersen?
- Havia o Lange, Shereder, Ansueto, Kop, a Amélia de Barros. As aulas realizavam-se três vezes por semana. duas horas por dia. Para me manter, eu trabalhava no "Jornal Polonês" em Curitiba. A minha especialidade era a tradução de artigos alemães do jornal " A Bússola". Eu tocava violino no conjunto Czarniecki na Sociedade Kosciuszko. Apresentava-me na Catedral como baixo solista.
(influência)Meu tio Roman Belgier foi aluno de Jan Matejko em Cracóvia.
Quando Vicente Machado era governador da Província do Paraná, apoiava as artes e repetia seu lema batido: "Necessitamos de pessoas de cultura, para civilizar está nação selvagem".
Seu sucessor, Tourinho, tinha uma outra visão das artes e teria dito aos que o cercavam:"Não é tempo de arte, mas de esforço físico"
A esposa do senhor Andersen, dona Maria, aconselhou-me a abandonar a cidade de Curitiba, porque aí não se podia viver da arte.
Recebi um emprego do governo, como agrimensor, nas montanhas de Porto de Cima(construção da estrada da graciosa). O engenheiro Albino Watroba dirigia os trabalhos. Graças à sua intervenção, recebemos um bom pagamento, embora atrasado. Terminadas as medições, casei-me com Anastácia Slominski, já nascida no Paraná, e dirigíamos uma loja em Porto de Cima...aí eu tinha suficientes temas para a pintura...Comprei uma propriedade de cinco alqueires em Santa Candida. Vendi e comprei sete alqueires em Campina Grande. Mais tarde mudei para Três Barras aonde trabalhei na Companhia Lumbery. Em Antonio Olinto, comprei em Avencal 20 alqueires de terra po oito mil contos. Nas terras improdutivas dessa propriedade plantei dois mil pinheiros. Esperei 40 anos até que crescessem. Em 1971 vendi a propriedade juntamente com o reflorestamento por 80 mil cruzeiros. Por 15 comprei uma casinha em São Mateus e o resto entreguei a juros para me manter. Verificou-se que a mesma TOPEL, que comprou de mim por 80 mil, vendeu a uma outra firma por 120 mil.
O artista pintor reside agora solitário na tranquila baixada do Iguaçu, ao lado das águas que correm preguiçosamente. Reside perto do lugar onde desembarcaram os primeiros imigrantes, na assim chamada " Velha São Mateus". O artista mora sozinho, porque já nos primeiros meses da sua vinda para cá faleceu sua esposa. Tem duas filhas e dois filhos, adultos e casados.
O senhor Ludovico Bieniek conta com 90 anos de vida difícil - e fomos encontra-lo pintando um quadro.
O artista possui uma disposição impecavelmente elástica e diz:
- Estive dois dias indisposto fisicamente e perdendo o tempo. Senti saudades do pincel, porque quando pinto sinto a alegria de viver.
Patrimônio cultural do artista: 500 retratos a óleo, 62 paisagens de temática brasileira.
O artista estava justamente lançando na tela o que os homens insensatos acabaram destruindo. Vemos a mata virgem, carretões com toras tirados por bois, as estradas primitivas, a erva-mate, sua colheita, etc.
O senhor Ludovico Roberto Bieniek deve ser a única personalidade no Brasil que sem decretos do governo, mas por iniciativa própria, reflorestou as partes improdutivas da sua terra e esperou 40 anos que os pinheiros crescessem, para que fossem o amparo em sua vida no momento em que a arte da pintura não lhe desse o pão.
A maior inquietação que atormentava o artista é: o que vai acontecer com as telas após a sua morte?....
Por outro lado o senhor Bieniek demonstra profunda tranquilidade em seu olhar e diz com calma:
- Quem tem 90 anos tem que pensar na partida....Mas a quem eu poderia transmitir o patrimônio cultrual?...
Entrevista concedida à Romão Wachowicz
Marcadores:
Arte,
Ludovico Bieniek,
Paraná
Ábaco
A cidade pela cinza
e o carbono
se sabe sodoma
somos a soma
séculos inscrustrados
no marco zero
das metrópolis
pólis sem teto
abrigados nas praças
indiferentes à óleo e raças
consomem-se fontes
fontes consomomem
caridades
a cinza e o carbono
o sal da sopa
caixas de leite
sopa e fé
catedrais chamam fiéis
humanos contam nos dedos
orgasmos lucros saldos
extratos benesses divinas
imbecis pacifistas
imbecis bélicos
pela cinza e carbono
nos pulmões e nos ares
contas do ábaco espaço
a trajetória da imbecilidade
digo, civilização.
Carlos Sousa
e o carbono
se sabe sodoma
somos a soma
séculos inscrustrados
no marco zero
das metrópolis
pólis sem teto
abrigados nas praças
indiferentes à óleo e raças
consomem-se fontes
fontes consomomem
caridades
a cinza e o carbono
o sal da sopa
caixas de leite
sopa e fé
catedrais chamam fiéis
humanos contam nos dedos
orgasmos lucros saldos
extratos benesses divinas
imbecis pacifistas
imbecis bélicos
pela cinza e carbono
nos pulmões e nos ares
contas do ábaco espaço
a trajetória da imbecilidade
digo, civilização.
Carlos Sousa
sábado, 25 de agosto de 2007
O que você procura não ver em Curitiba
Esperança Fé em Deus e Ilusão
Esperança Fé em Deus e Ilusão
Marcadores:
Foto Filme Social,
Paraná
Assinar:
Postagens (Atom)
Interesses
Índice
Quem sou eu
- Vilma Bieniek Paessens e Abner Ludovick
- Abner Ludovick Aprendiz de Poeta e Aprendiz de Ator


